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Palavras para o coração, escritas para nos fazer parar, refletir e encontrar Allah até nos detalhes mais pequenos da vida.
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E talvez isso seja suficiente para ensinar algo ao meu coração sobre Allah também: A misericórdia dele não desaparece simplesmente porque hoje não a consigo ver.
Arranja tempo para Allah antes que o teu tempo acabe.
Mas talvez às vezes aconteça exatamente assim, em camadas. Um salah adiado sem grande reflexão. Um pecado que deixou de te incomodar. Um "farei tawbah mais tarde". Uma manhã sem o qurann, depois outra. Um pequeno deslize que não parecia suficientemente grave para se preocupar, nada que o fizesse olhar para si e pensar: Estou a afastar-me de Allah.
Esperamos que algo de extraordinário aconteça antes de dizer Alhamdulillah, enquanto talvez uma das maiores misericórdias de hoje seja o facto de nada ter acontecido.
Não se submeteram porque Allah lhes tinha mostrado como tudo terminaria maravilhosamente bem, mas sim, submeteram-se porque ele era Allah.
A vida nem sempre nos avisa quando uma fase está a terminar... na maioria das vezes, permite-nos viver um momento comum e só muito tempo depois lhe chamamos memória.
Não consideres um niimaah, uma benção como pequena,
Às vezes, Allah não nos ensina dando-nos uma lição. Ensina-nos colocando-nos numa situação.
Talvez positividade não se trate de fingir que a mancha não está lá. É lembrar que a nódoa não é a camisola toda.
Milhares de pessoas a chegar de diferentes lugares, carros a encherem as ruas e os pesseios, malas a serem arrumadas e desarrumadas, simbolizando a vida de refugiados durante duas ou três noites, po e areia a voar a cada passo, centenas de sapatos fora, pessoas a encontrar pequenos espaços para se sentarem.
Às vezes, o alívio não chega pela porta que tens estado a observar. Allah envia-o من حيث لا يحتسب, de onde nunca imaginaste.
Não foste criado para vigiar a vida dos outros. Tens a tua própria alma para cuidar, as tuas próprias ações para corrigir e a tua própria conta para prestar perante Allah. Cuida daquilo que te diz respeito. Também é Sunnah.
Nunca o vimos ﷺ, nunca ouvimos a sua voz, nunca nos sentámos na sua companhia. E, ainda assim, o coração sente saudades. Que Allah nos conceda o encontro por que tantos corações anseiam.
Allah nunca está limitado por aquilo que tu consegues ver. Musa عليه السلام viu um mar à sua frente e um exército atrás de si, Allah viu um caminho. Por isso, continua a confiar, mesmo que o teu mar ainda não se tenha aberto.
O Ramadan mostrou-te que nem todo o “estou demasiado cansado” significa “não consigo”. Durante trinta dias estiveste cansado e, ainda assim, escolheste Allah. Agora que o Ramadan terminou, escolhe-o novamente
No meio de milhares de pessoas, com milhares de histórias e milhares de duas, nenhuma voz se perde diante de Allah. Ele ouve cada coração como se fosse o único a chamá-lo.
O Ramadan partiu, mas aquilo que despertou em nós não precisa de partir com ele. Não sabemos se estaremos aqui quando ele regressar, por isso, que aquilo que construímos nestes trinta dias continue vivo muito depois da lua de Eid aparecer.
As noites boas são uma dádiva. E as noites difíceis podem tornar-se uma elevação. A recompensa não está apenas na perfeição da recitação, mas no esforço de continuar quando o corpo está cansado, a mente duvida e o coração só consegue pedir: “Ya Allah, ajuda-me.”
Não carregas apenas palavras que memorizaste. Carregas as palavras de Allah no teu coração. E se sentes o peso dessa responsabilidade, talvez seja porque compreendes a grandeza da honra que te foi concedida.
O Ramadão não começa apenas quando a lua é avistada. A sua preparação começa antes, quando começamos a preparar o coração para receber aquilo que Allah colocou neste mês abençoado.
O trauma geracional continua a ser transmitido... até que alguém decida quebrar esse ciclo. Essa escolha planta novas sementes. E essas sementes mudam tudo
Os sofrimentos mais profundos não gritam. Sussurram. E sussurram atrás de portas que mais ninguém consegue ouvir.
Esstar numa sala de aula não é apenas ensinar matérias. É também dar amor àqueles que não o recebem em casa. É ajudar a sarar feridas que não fomos nós que causámos.
O café pode dar força ao corpo. Mas é o dhikr que dá força ao rūḥ. E, por vezes, aquilo de que realmente precisamos não é de uma segunda chávena de café. É de passar mais alguns momentos com Allah.
Talvez o nosso verdadeiro lar seja o Jannah. O único lugar onde não seremos hóspedes, nem visitantes, nem aves de asas emprestadas. Mas, finalmente... estaremos em casa.
Não adies a tua vida para amanhã. Nem sequer tens a promessa do próximo segundo. Então, de que amanhã estás à espera?
Ser a filha mais velha não é apenas um lugar na família. É uma herança de peso. Uma coroa simultaneamente pesada... e invisível.